domingo, 26 de agosto de 2012

Bienal do Livro de São Paulo - 2012



Evento já tradicional aqui em São Paulo, a Bienal do Livro é um acontecimento que sempre me deixa com expectativa e ansiedade. Como essa vida de trabalhadora é injusta, não pude ir todos os dias e aproveitar em sua totalidade, mas fica um pequeno resumo de cada uma das minhas visitas:




O "esquenta": A Incrível Máquina de Livros



A grande sacada na Bienal do Livro aconteceu antes mesmo do evento em si: A Incrível Máquina de Livros. A CBL (Câmara Brasileira de Livros) promoveu o evento, na Praça da República, durante a semana de 23 a 29 de julho, que consistia basicamente na troca de livros. A pessoa podia levar um (ou mais) livros para troca os volumes que quisesse. Era só inserir o seu livro e a máquina lhe devolveria outro. Simples assim. Fui em um dos últimos dias, com a amiga Daniele do blog Olhos de Ressaca para trocar os meus volumes de "O Paciente Inglês" e "O Fantasma da Ópera"; e foi com uma surpresa enorme que surpreendemos uma fila gigantesca, em pleno sábado de manhã, super quente, com várias pessoas (e muitas crianças) dispostas a estarem ali só para trocarem livros e experiência.




O escambo todo se deu mais na fila do que na máquina em si, era um tal de "tenho tal livro, o que você tem para trocar comigo?". Foi uma experiência mágica estar ali, conversando com desconhecidos, mas unidos pela mesma e infinita paixão pelos livros. No fim das contas (e depois de infinitas trocas na fila) acabei conseguindo "Laços de Família" da sempre amada Clarice Lispector e "Sexo Conexo" de Marcelo Sampaio de Alencar - livro que consegui através da máquina.


12 de agosto

Aproveitei o dia dos pais para visitar a Bienal, no domingo de manhã, com mais tranquilidade. Não peguei fila para o ônibus que sai da estação Tietê e que leva até a Bienal, tampouco para comprar ingresso. Cheguei lá ao meio-dia e tudo estava muito tranquilo mesmo, até para comer e passear pela feira.  Como só queria mesmo ver o ambiente, conhecer alguns estandes e ver o que teria de novidade, não tenho muitos comentários a fazer. Fiquei um pouco decepcionada no sentido de promoções: o que vi em promoção não me chamou tanto a atenção, e o que queria comprar não estava com um preço muito diferente do preço de loja ou do que posso comprar pela internet. Mas claro, não sai de mãos vazias, sempre dá para conseguir uma coisinha ou outra

PS: meu pai entende a paixão pelos livros e não ficou chateado por eu ter saído, afinal deu tempo de dar um beijo e o presente dele antes de sair.


18 de agosto

No último sábado da feira tive uma surpresa grande ao perceber o quão lotada a feira estava. Se na semana anterior não demorei nada para chegar à feira, neste dia eu demorei mais de uma hora para sair da estação Tietê e entrar efetivamente na bienal, o que na outra visita não demorou nem quinze minutos. E o que piorou tudo foi o fato de ter ido à tarde, quando a grande maioria resolve ir depois do almoço. Uma fila enorme, super confusa, sob um sol quente. Só amor demais por livros para fazer estar ali mesmo.

Quando consegui entrar na feira, deparei-me com uma multidão absurda, ruidosa, em todos os lugares. Acompanhada pela Daniele (companheira de todas as horas) fui me embrenhando nos estandes e encontrando um e outro conhecido, e então consegui comprar mais coisas e pegar umas promoções legais. Mas estava bem complicado lidar com a lotação, estava muito quente, muito cansativo de se locomover pelos estandes, já que os maiores estavam todos concentrados no mesmo lugar. Conseguir comprar alguma coisa para comer/ beber demorava horrores. Mas dá-se um jeito, principalmente porque levei o meu suprimento de bolachas e coisinhas para comer, já sabendo como são essas feiras.


O saldo


No fim das contas, até que não comprei tanta coisa, mas como estou satisfeita com o que levei:

  • Sherlock Holmes, Nuvem da Morte - Andrew Lane
  • A Culpa é das Estrelas - John Green
  • Tequila Vermelha - Rick Riordan
  • O Herói Perdido - Rick Riordan
  • O Filho de Netuno - Rick Riordan
  • Legal English - Dominic Charles Minett, Bjarne Z. A. Vonsild
  • Real English - Mark Guy Nash


3 comentários:

Jorge Leberg disse...

Que delícia hein? Ano passado praticamente morei em Salvador de setembro a novembro e, coincidindo com o período da Bienal do Livro da Bahia, claro que não perderia tamanha oportunidade. Também foi um deleite passear pelos estandes, conhecer escritores como o Ronaldo Correia de Brito e levar um de seus exemplares autografados, hehe, além de encontrar livros a preço de banana. Em cada um dos três dias que fui à Bienal, sempre saía de lá com não menos que três livros.

E olha que sorte, você conseguiu logo Laços de Família na máquina de livros! Creio que alguém na máquina efetua a troca do livro analisando a (in)compatibilidade literária, hehe.

Daniele Vintecinco disse...

Ai é tão difícil descrever um evento como a bienal, e esse ano quis me agradar um pouco e me dar o direito de aproveitar o máximo de dias possíveis rs. Mas ver a o que ocorria na máquina do livro foi muito bom e apesar de quase morrermos esmagadas no último sábado de bienal a sensação de esperança era a mesma. Bjsssssssss

Walter Figueirôa disse...

É muito bom a bienal porque faz um agrupamento de leitores, pessoas que tem esse interesse da leitura, reunindo pessoas de todos os gostos não apenas a compra de livros, mas também a se conhecerem umas as outras, então é uma troca de informações e acontecem amizades que se estendem pra sempre... Um abraço!!!!!!