domingo, 23 de setembro de 2012

Resenha: Starters, Lissa Price






Livro: Starters
Autor: Lissa Price
Editora: Novo Conceito
Ano: 2012

Sinopse:
Seu mundo mudou para sempre. Callie perdeu os pais quando as guerras de Esporos varreu todas as pessoas entre 20 e 60 anos. Ela e seu irmão mais novo, Tyler, estão se virando, vivendo como desabrigados com seu amigo Michael e lutando contra rebeldes que os matariam por uma bolacha. A única esperança de Callie é Prime Destinations, um lugar perturbado em Berverly Hills que abriga uma misteriosa figura conhecida como o Old Man. Ele aluga adolescentes para alugar seus corpos aos Terminais — idosos que desejam ser jovens novamente. Callie, desesperada pelo dinheiro que os ajudará a sobreviver concorda em ser uma doadora. Mas o neurochip que colocam em Callie está com defeito e ela acorda na vida de sua locadora, morando em uma mansão, dirigindo seus carros e saindo com o neto de um senador. Parece quase um conto de fadas, até Callie descobrir que sua locatária pretende fazer mais do que se divertir — e que os planos de Prime Destinations são tão diabólicos que Callie nunca podia ter imaginado...
Para começar, vou dizer que esta é uma resenha diferente, ela será feita em parceria com a Daniele do blog Olhos de Ressaca e vocês poderão conferir duas opiniões diferentes na mesma resenha.


Vou começar falando que adoro distopias e foi um dos motivos que estava curiosa e ao mesmo tempo receosa com Starters, pois estava com medo que ele seguisse a fórmula já conhecida que está regendo algumas das novas distopias; e venho dizer que se por um lado Starters seguiu alguns aspectos da fórmula em outros ele inovou totalmente no cenário mas isso não garantiu uma experiência bem sucedida de leitura. Explico mais logo abaixo.

Em Starters o panorama da distopia é criado após uma guerra que houve em que apenas as pessoas vacinadas conseguiram sobreviver, e esses escolhidos eram somente os menores de 20 anos e os maiores de 60 e todos os outros que não estavam neste padrão sucumbiram durante a guerra. O cenário do caos em que esta distopia se baseia parte deste princípio, os Enders (como são chamados todos acima de 60 anos) agora dominam a sociedade, retomam o mercado de trabalho e a vida social excluindo assim todos os Starters (como são chamados os menores de 20) que não possuem mais família para ampará-los e que acabam se marginalizando, vivendo escondidos, roubando pois não há espaço, trabalho ou chances para eles nessa nova sociedade.

Com isso conhecemos Callie uma garota que após a guerra teve que viver, junto com seu amigo Michael, refugiada e fugindo, tendo que cuidar de seu irmão mais novo Tyler, que possui uma doença, e quando percebe que precisa de dinheiro para cuidar de seu irmão procura a Prime Destinations, uma empresa em que se “locam” corpos de jovens para os Enders para que esses possam se sentir jovens mais uma vez. Porém,ela passará por muitas emoções e aventuras com essa escolha, quando permite que uma mulher de nome Helena alugue o seu corpo com fins diferentes dos costumeiros.

A premissa da distopia me ganhou, fiquei bem curiosa com esse mundo em que só existem jovens e idosos e como tudo poderia se adaptar a essa nova realidade, porém acho que a autora não soube trabalhar bem todos os elementos pois senti que a personalidade empregada nos Enders foi forçada, não é só porque sobraram apenas idosos que eles se tornam os vilões da história, essa parte não me convenceu. Outro aspecto que não me identifiquei muito foi com os personagens principais, a Callie não me conquistou, não consegui sentir empatia por ela assim como o Velho não me causou aquele impacto característico dos vilões, faltou uma melhor construção para tornar esses personagens melhores.

Outro problema no livro é a própria estruturação dele. Senti falta de um panorama melhor desenvolvido dessa sociedade distópica, muitas coisas ficaram vagas e superficiais. Foi só nos EUA que teve a guerra dos esporos? Que guerra foi essa? E não existiu nem mesmo um adulto com poder suficiente (ricos, políticos etc) para garantir a vacina para si e se salvar? Senti falta de uma certa coerência na coisa toda. Sem contar que na edição brasileira teve alguns probleminhas de revisão que não dá para ignorar, como erros de continuidade e coesão (como um personagem que se sacrifica quase no final do livro e que achei bem absurdo), e um clímax bem decepcionante.

Confesso que não estou muito empolgada com o segundo livro da série (Enders, ainda sem previsão de lançamento), mas quero saber para onde a autora irá conduzir essa história e se algumas falhas que senti neste primeiro livro poderão ser justificadas ou mudadas no segundo. 

PS: Este post faz parte de uma nova seção aqui no blog, que resenhas litererárias!

domingo, 26 de agosto de 2012

Bienal do Livro de São Paulo - 2012



Evento já tradicional aqui em São Paulo, a Bienal do Livro é um acontecimento que sempre me deixa com expectativa e ansiedade. Como essa vida de trabalhadora é injusta, não pude ir todos os dias e aproveitar em sua totalidade, mas fica um pequeno resumo de cada uma das minhas visitas:


domingo, 14 de agosto de 2011

V Fantasticon 2011 (Simpósio de Literatura Fantástica)


A idéia do Fantasticon é reunir pessoas interessadas em Literatura Fantástica (ficção científica, fantasia e horror) para que elas possam se encontrar, debater idéias, trocar informações, levantar tendências e se divertir.

A proposta é incentivar e enriquecer o estudo e o debate sobre o Fantástico no Brasil. Para isso, contaremos com palestras, mesas-redondas, oficinas, mostra de filmes, exposições, lançamentos, sessões de autógrafos e muita confraternização! (Fantasticon)

terça-feira, 21 de junho de 2011

Quem revisa o Revisor?

Sabemos que a ausência de posts aqui no Autores Anônimos não é algo digno de nota, e tampouco estamos orgulhosas disso, mas motivos de força maior (ou seja, falta de tempo) nos deixaram um pouco ausentes desse nosso espaço. Mas aos poucos vamos retornar à velha forma, caros (e estimados) leitores! (Mas nossa conta no twitter está sempre ativa, okay?)

--x--


"Quem vigia os vigilantes?", já dizia o poeta romano Juvenal. A frase possui infinitas possibilidades filosóficas mas, linguísta que sou, resolvi "trazer a sardinha pro meu lado". 

Afinal, quem revisa o revisor?

sábado, 23 de abril de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

Conto: Do medo

Foi como uma bomba. Não havia lógica, apenas confusão. Eu não conseguia processar o que estava acontecendo diante dos meus olhos. Meu mundo não era mais o mesmo.